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Tel.: 253 439 560

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Email: vimagua @ vimagua.pt

Resolução alternativa de litígios
Perguntas Frequentes
O que devo fazer se tiver dúvidas sobre a qualidade da água?

Qualquer reclamação sobre a qualidade da água pode ser feita, através do telefone 253 439 560, por escrito, nos nossos balcões de atendimento, ou através do nosso site.

Na sequência da sua reclamação, ser-lhe-ão prestados os esclarecimentos necessários.

O que é preciso fazer para reclamar a fatura Vimágua?

Para retificar algum elemento da fatura Vimágua, é necessário que nos forneça o seu número de cliente e o número do documento que está a reclamar.

Pode efetuar a reclamação através do telefone 253 439 560, por escrito, nos balcões de atendimento Vimágua ou através do nosso site.

Como beneficiar de tarifas especiais de água?

Existe uma tarifa própria, para os casos de fuga de água, onde, normalmente, se registam consumos muito elevados. Para poder beneficiar desta tarifa, deverá solicitar os serviços de aferição de contadores que confirmarão a fuga.

Uma vez confirmada, terá que a reparar e, assim, beneficiar da tarifa. Minimizará, desta feita, os seus custos.

Como reclamar um serviço que foi faturado, mas não me foi prestado?

Se ao receber a sua fatura/recibo verificar que lhe está a ser debitado um serviço que não lhe é prestado, poderá dirigir-se a um dos balcões de atendimento da Vimágua ou visitar o nosso site, e enviar-nos a sua reclamação, sendo-lhe retificada a fatura, a par de possíveis acertos de valores, se necessários.

Porque razão cobra a Vimágua a Tarifa do Lixo?

A Vimágua é a entidade cobradora da tarifa do lixo, isto para áreas onde já existe rede de água/saneamento. Se a sua área não for, ainda, abrangida pelas nossas redes, quem processa a tarifa do lixo é a Câmara Municipal de Guimarães ou a Câmara Municipal de Vizela. Para mais informações dirija-se aos serviços do seu Município.

Como sei quando ligar à rede pública de água/saneamento?

Aquando da conclusão de infraestruturas de água/saneamento o cliente é, sempre, notificado para, de acordo com as implicações normativas, fazer a ligação às redes públicas. Devendo, para o efeito, dirigir-se à Vimágua, de forma a liquidar as importâncias relativas aos ramais de ligação e encargos de ligação e proceder à contratação dos serviços.

Para novas construções, a ligar à rede pública existente, deve dar início ao processo de ramal de água/saneamento, dirigindo-se a um dos balcões de atendimento Vimágua.

Atenção:

Existindo rede pública de distribuição de água, esta tem, obrigatoriamente, de ser completamente independente de uma qualquer rede interior de distribuição, poços, minas ou outros. O não cumprimento desta norma é punido por lei. Colabore connosco, por um serviço melhor!

Aqui encontra toda a informação sobre novas infraestruturas de água e saneamento.

De onde provém a água para abastecimento?

A água de abastecimento é uma água potável, distribuída aos consumidores, através de uma rede de distribuição pública. Segundo a sua origem, a água pode ser subterrânea ou superficial.

A água subterrânea está infiltrada no subsolo e pode ser captada de várias formas: por nascentes, galerias drenantes, furos e poços até ao nível freático e por bobagem de onde exista água acumulada.

A água de superfície é captada nos rios, canais, ribeiras, lagos, bacias de retenção e albufeiras.

Qualquer que seja a sua proveniência, a água captada no meio natural é sujeita a um tratamento, para poder ser distribuída.

A Vimágua orienta as suas escolhas, preferencialmente, para origens que naturalmente apresentem a melhor qualidade possível, a fim de minimizar os custo de tratamento e o consequente preço final da água distribuída.

Como é distribuída e tratada a água no nosso âmbito geográfico?

A água é captada a nível superficial ou subterrâneo. A captação superficial tem origem no Rio Ave. A captação subterrânea é feita com recurso a furos e minas, designadamente, o sistema de minas da Penha.

Depois de captada, a água passa por um tratamento de desinfeção e correção de pH.

Uma vez tratada, chega até si através de uma rede de condutas subterrâneas, sob pressão, a partir de reservatórios de armazenamento de água tratada.

Para a água subterrânea

A água de lençóis subterrâneos muito profundos apresenta uma composição constante num mesmo lençol, sendo menos vulnerável à poluição que a água de camadas menos profundas.

O tratamento a que recorremos é a desinfeção, para garantir a qualidade bacteriológica, durante o transporte, a longa distância, até ao consumidor.

Para água superficial

A composição da água superficial é mais variável. Contém oxigénio dissolvido, bactérias e matérias em suspensão, assim como algas e substâncias orgânicas que podem originar problemas de odores e sabores. As entidades produtoras de água têm, por isso, uma tarefa muito mais difícil, para obter água própria para consumo humano, a partir de água superficial.

São utilizados três processos de tratamento:

  1. Filtração, através de drenos

    Considera-se filtração a passagem de um fluído, neste caso água, através de um meio poroso, o qual retém a matéria que se encontra em suspensão. Na Estação de Tratamento de Água (ETA) o meio poroso pode ser a areia ou o carvão ativo. A filtração clarifica a água e aumenta a eficácia da desinfeção.

  2. Desinfeção

    A ação dos desinfetantes serve, essencialmente, para eliminar os micro-organismos patogénicos, fazemo-lo através da introdução de vários compostos de cloro (cloragem ou coloração). O cloro dá-nos a garantia de que a água está desinfetada, até ao ponto de consumo, dado ficar na água algum cloro livre dissolvido.
    Contudo, como o cloro é libertado para a atmosfera muito facilmente o cheiro e sabor a cloro desaparece, basta deixar a água num jarro ou numa garrafa aberta, durante algumas horas, ou no frigorífico.

  3. Correção de pH

    A correção do pH é garantida através da adição de leite de cal, tendo como objetivo aumentar o pH da água.
Como verificar se há fugas/perdas de água na sua casa?

Pode sabê-lo através do contador de água. Feche todas as torneiras e tome nota dos números que o contador marca. Passados alguns minutos, verifique se o número que apontou é mais alto, isso significa que existe algures na sua casa uma fuga de água. Saiba como ler o seu contador aqui.

Causas prováveis:

  1. Uma torneira a verter água - a pingar, mal fechada ou avariada;
  2. Um autoclismo que deixa verter água.
Porque tem aumentado o preço da água distribuída?

Várias razões estão na origem do aumento do preço da água nos últimos anos.

A preocupação em abastecer domiciliariamente as populações implica a construção de instalações para a produção de água potável e respetivas redes de distribuição, infraestruturas estas que são muito dispendiosas.

Este facto obriga as entidades produtoras/distribuidoras a efetuar importantes investimentos quer recorrendo a meios financeiros próprios, quer recorrendo a financiamentos externos.

Por outro lado, as normas relativas a qualidade da água destinada ao consumo humano são cada vez mais rigorosas, enquanto que a qualidade das águas subterrâneas e superficiais utilizadas para a sua produção estão sujeitas a uma poluição crescente. O tratamento que é necessário aplicar a água bruta é, portanto, cada vez mais complexo e oneroso.

Desta situação decorre, que o controlo da qualidade da água, seja também mais complexo e oneroso. As entidades distribuidoras de água utilizam meios laboratoriais sofisticados e dispõem de pessoal técnico especializado para executar as análises de controlo necessárias.

Para os agregados familiares e para as empresas, o custo total da água é, por vezes, influenciado pelos custos do tratamento das águas residuais. Este raramente é necessário para manter a qualidade do meio hídrico e proteger a vida aquática. Para atingir os resultados esperados pelas populações é necessário realizar, nos próximos anos, investimentos importantes que se cifram em centenas de milhões de euros. Os consumidores devem estar cientes de que o preço da água distribuída terá, forçosamente, de aumentar. Este facto são se passa apenas em Portugal mas abrange toda a Europa Comunitária.

Apesar dos aumentos de preço que se tem verificado e continuarão a verificar, a água é, ainda um produto barato se tivermos em consideração a sua qualidade e disponibilidade permanente. Se o consumidor fizer o cálculo verificará que a água, comparativamente a outros serviços, é um custo menor no orçamento doméstico.

O que a Vimágua recomenda?
  • Confirme o funcionamento e leitura do seu contador de água. Pode haver fugas, nomeadamente em autoclismos, que lhe poderão ficar caras!

  • Contacte-nos, quando verificar qualquer consumo anormal, evitando-se a acumulação de valores a pagar.

  • Crie áreas acessíveis e arejadas para a instalação do contador.

  • Construa nichos para proteção dos contadores, com portas para garantir a sua inviolabilidade.

  • Se a torneira estiver a pingar feche-a bem e se estiver avariada, mande logo reparar.

  • Nas alturas mais críticas, em que há cortes de abastecimento, armazene só a quantidade de que vai necessitar e utilize-a nos consumos indispensáveis. Lembre-se que a água que consumimos (água doce) tem tanto de indispensável como de escassa.

  • Se detetar uma fuga em qualquer ponto da rede pública alerte, de imediato, os nossos serviços.

  • Não use a sua santa como depósito de detritos sólidos, lembre-se que todos beneficiamos com o bom funcionamento da rede de drenagem e tratamento de águas residuais.

  • É interdita qualquer ligação de águas pluviais à rede pública de saneamento. Não será de seu agrado, com toda a certeza, receber na sua casa o esgoto proveniente da carga dos coletores públicos, devido ao excesso de caudal na rede, sempre que chova abundantemente.

  • Se detetar qualquer problema de insalubridade, nas áreas abrangidas pela rede pública de saneamento, comunique-nos de imediato.

  • Ao aperceber-se da existência, nas caixas de visita, de tampas partidas ou outras anomalias, como declivagens no pavimento, avise-nos de imediato, é a sua segurança que está em risco.

  • Não introduza gorduras, como óleos, nas canalizações.

  • Não utilize os trituradores de lixo, para além de proibidos, provocam obstruções graves na rede predial e pública.

  • Comunique-nos qualquer infração ao Regulamento dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais de que tenha conhecimento.

Porque é que a água do circuito de água quente não é potável?

A água proveniente de um circuito de água quente, esquentador, termoacumulador ou aquecimento central não tem qualidade de uma água potável. Com efeito este tipo de aquecimento provoca-lhe múltiplas modificações.

Certas bactérias multiplicam-se mais rapidamente com o calor, sobretudo nas zonas do circuito em que a água é morna e não verdadeiramente quente.

A composição é alternada e a água contém menor quantidade de oxigénio dissolvido. O seu gosto não é agradável e podem formar-se nitritos, que são nocivos para a saúde.

Os riscos são mais elevados nas casas em que existe um circuito combinado para o aquecimento central e a produção de água quente sanitária. As águas destes dois circuitos podem efetivamente entrar em contacto se o permutador de calor que as separar estiver defeituoso.

A água quente acelera a corrosão, dissolvendo mais facilmente certas substâncias (cobre, ferro, níquel, zinco…) das paredes dos termoacumuladores e das tubagens.

Retire, sempre, água da torneira de água fria para beber, assim como para cozinhar e preparar bebidas quentes.

Pode-se beber, sem problemas, a água de um poço?

É preferível não o fazer! A água de um poço particular pode ter um bom aspeto ou mesmo um gosto agradável e ser imprópria para o consumo humano, por estar contaminada.

Com efeito, os poços particulares são geralmente pouco profundos e o risco de poluição da água é tanto maior, quanto mais próxima da superfície a água se encontra - os pesticidas, nitratos e bactérias podem, facilmente, infiltrar-se até estas profundidades. Como muitas substâncias nocivas à saúde não têm gosto, cor ou cheiro, é necessário controlar regularmente a qualidade da água destes poços.

A agua subterrânea fornecida pelas entidades distribuidoras é captada a grandes profundidades, muitas vezes a mais de 200 metros. Por outro lado, são possíveis medidas de proteção às zonas de captação, sendo a qualidade da água de distribuição mantida sob uma apertada vigilância.

É possível garantir a qualidade da água de distribuição?

Apesar da poluição que ameaça certos recursos naturais, a água de distribuição é segura.

Quando se fala em qualidade de água, pensa-se, geralmente, na concentração de certas substâncias dissolvidas na água. A legislação nacional fixa normas muito rigorosas para estas substâncias, que pautam, obrigatoriamente, a atividade das entidades distribuidoras de água.

A concentração de certas substâncias indesejáveis (nitratos, pesticidas…) tem vindo a aumentar, ao longo do tempo, nas "águas brutas", quer sejam de origem subterrânea, quer sejam de origem superficial. Face a esta ameaça, as entidades distribuidoras utilizam, cada vez mais, tecnologias avançadas, de modo a garantirem a potabilidade da água distribuída.

Os consumidores têm hoje boas garantias, quanto à qualidade da sua água.

Pode beber-se a água de torneira depois de um longo período sem utilização?

É desaconselhável fazê-lo, pois a água ao ter ficado retida toda a noite, pode ter dissolvido alguns elementos das paredes das canalizações. Se o edifício ainda está equipado com canalizações de chumbo, isto pode ser mesmo prejudicial para a saúde. Muitas vezes as redes, pelo facto de serem novas, podem conferir à água sabores desagradáveis.

Para evitar estes problemas, utilize as primeiras águas da manhã para outros fins, que não a alimentação, como por exemplo, em autoclismos, higiene pessoal e rega de plantas.

Para fazer o café ou chá, logo pela manhã, pode utilizar a água que guardou de véspera. Assim não haverá desperdícios de água.

Após uma ausência prolongada, é, também, aconselhável deixar correr a água das torneiras, durante alguns minutos, antes de a utilizar para consumo.

A água tem por vezes um aspeto acastanhado. Isto é perigoso?

A água potável pode conter, desde a sua origem, alguma quantidade de ferro e manganês, suscetíveis de se depositar nas canalizações. Por outro lado, as condutas em aço ou em ferro fundido podem sofrer corrosão, originando ferrugem. Estes depósitos de ferro e manganês podem ser removidos, quando a velocidade da água nas condutas é alterada ou quando a água circula, no sentido oposto ao habitual. Nestes casos, a água pode apresentar uma coloração acastanhada.

A formação de ferrugem e de depósitos de ferro e manganês é mais evidente nas condutas, onde a velocidade da água é baixa e, sobretudo, nos extremos da rede de distribuição. É nestes pontos que a água aparece acastanhada, com maior frequência.

Acontece o mesmo nas canalizações das nossas casas. Após um longo período de ausência e se a canalização é em ferro ou em aço, a primeira água que sai da torneira pode, também, ter coloração acastanhada. Este aspeto desagradável desaparece mal as canalizações fiquem limpas. Deixe correr a água, durante algum tempo.

Sem ser prejudicial para a saúde, esta coloração apresenta, no entanto, alguns inconvenientes. Asim, podem aparecer manchas de ferrugem na roupa, aquando da sua lavagem, nestes casos, deve imediatamente proceder-se a nova lavagem, não deixando a roupa secar, pois as manchas nunca mais seriam removidas.

A coloração acastanhadas pode, também, ser devida a reparações efetuadas nas condutas. Nesta situação a cor desaparecerá, num curto espaço de tempo. Caso persista o aspeto acastanhado, não hesite em contactar a Vimágua

A água tem, por vezes, uma aspeto leitoso. A que se deve este facto?

Contrariamente ao que pensa a maioria da população, não se trata de calcário. Na realidade deve-se à presença de bolhas de ar dissolvias na água.

Quando há uma quebra de pressão ou um aumento da temperatura, a solubilidade do ar na água diminui. É nestas condições que se formam pequenas bolhas de ar na água que sob radiação luminosa torna um aspeto leitoso característico. Em pouco tempo as bolhas de ar sobem até à superfície e desaparecem, tornando a água de novo clara e transparente. Este fenómeno não tem qualquer influência na qualidade da água.

A água de distribuição tem, por vezes, um cheiro e um sabor a cloro. O cloro é necessário? Não é perigoso?

Para uma desinfeção eficaz da água de distribuição é absolutamente necessária a utilização de cloro, só, assim, se podem evitar doenças infeciosas.

A desinfeção da água de distribuição com cloro (sob a forma de cloro gasoso ou hipoclorito) é uma das principais medidas tomadas, para assegurar que nenhuma contaminação microbiano possa surgir, durante o transporte nas condutas, mantendo assim a qualidade exigida.

Deve-se adicionar o mínimo de cloro necessário, para que ocorra a desinfeção. O cloro tem tendência a desaparecer, em função do tempo de permanência da água, nas condutas e da temperatura da mesma.

Os distribuidores de água controlam o teor em cloro residual e verificam a eficácia da desinfeção, através da análise bacteriológica de amostras recolhidas, ao longo dos sistema de abastecimento.

O cheiro a cloro que se pode sentir na água das torneiras é devido à evaporação desta substância que é percetível mesmo em muito fracas concentrações.

Alguns conselhos:

  1. Antes do consumo imediato pode-se eliminar o sabor a cloro, juntando algumas gotas de sumo de limão.
  2. Após algum tempo em recipientes abertos, cobertos com um pano, para evitar a introdução de poeiras, o sabor e o cheiro de cloro desaparecem. Conserve esta água no frigorifico e consuma, no prazo máximo de dois dias.
  3. As doses, normalmente, utilizadas para a desinfeção da água não são prejudiciais à saúde.
A água de distribuição, tem, por vezes, um sabor a "bafio". Que fazer?

É preciso, em princípio, verificar se o sabor a "bafio" ou a "mofo", provêm do sistema de distribuição ou das tubagens interiores das habitações. Assim, deve ser feita uma colheita imediatamente a seguir ao contador. Se o sabor a "bafio" for detetado logo neste local, deve alertar, de imediato, a Vimágua.

Se a água não apresenta anomalias à entrada do prédio, é a instalação predial que está em causa. Este sabor a "bafio" é, muitas vezes, consequência da permanência, durante um largo período de tempo, de água nas condutas. Numerosas causas podem alterar o sabor da água: desenvolvimento de certo tipo de bactérias, redução do oxigénio dissolvido na água, etc.

Numa instalação interior, encontra-se água estagnada em condutas pouco utilizadas:

  1. Redes de incêndio
  2. Tubagens mal concebidas, onde a água é insuficientemente renovada
  3. Tubagens ligando a rede de água à caldeira do aquecimento central.

A água pode igualmente ter um cheiro a mofo, após falta de água prolongada.

Resolve-se o problema, descarregando toda a instalação e corrigindo-se as deficiências.

Em instalações novas ou após reparações, a água tem, por vezes, um sabor, devido ao emprego inadequado de massas vedastes utilizadas. O sabor desaparece, após um certo tempo de consumo de água.

Há nitratos na água? São nocivos para grávidas e bebés?

Há, geralmente, nitratos em águas de superfície e em algumas águas subterrâneas.

A sua quantidade tem aumentado progressivamente, nos últimos vinte anos, devido ao emprego excessivo de adubos na agricultura e descargas de águas domésticas e industriais.

Os adubos e as águas residuais contêm compostos azotados que se transformam em nitratos.

Os nitratos não são, por si só, nocivos nem tóxicos. No entanto, as bactérias que se encontram no nosso estômago e intestinos transformam os nitratos em nitritos e estes são prejudiciais para a saúde, uma vez que reduzem a capacidade do sangue transportar o oxigénio necessário ao organismo, causando nos recém-nascidos a denominada doença azul.

Os recém-nascidos poderão apresentar graves problemas intestinais, correndo grandes riscos. Com efeito uma elevada dose de nitratos pode ser transformado em nitritos no seu sistema digestivo. O médico aconselhará, neste caso, a utilização de uma água com concentrações baixas de nitratos, na preparação dos "biberões".

A nocividade depende da dose diária que é absorvida, através dos alimentos e da água. No que respeita a água potável, a Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que uma concentração até 50mg, por litro de água, não apresenta perigo, para a população em geral, incluindo grávidas e bebés.

Existem pesticidas na água da rede de distribuição?

A presença de resíduos de pesticidas (por vezes também chamados produtos fitosanitários) numa água de superfície e em certas águas subterrâneas causa problemas às entidades distribuidoras de água. Esta presença é detetada através de uma grande vigilância e de numerosos controlos efetuados.

Os pesticidas são utilizados na agricultura, nos jardins, ao longo das estradas e vias de caminho de ferro.

Seja qual for o fim a que se destinam é preciso reduzir a quantidade de pesticidas utilizados.

Paralelamente, podem ser estabelecidos protocolos com as organizações agrícolas, a fim de estimular o uso mais moderado e mais apropriado de pesticidas. O objetivo é levar o setor agrícola a aplicar um "código de boas práticas".

Devem existir zonas de proteção das captações, onde o uso de pesticidas seja limitado ou mesmo interdito.

As condutas em fibrocimento são perigosas para a saúde?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), não há que ter receio da água transportada por este tipo de condutas. O nosso organismo não pode absorver quaisquer fibras de amianto, por via estomacal ou intestinal. Estas fibras (se existirem na água) são completamente expelidas pelo tubo digestivo.

O Amianto é perigoso por inalação, não porque seja tóxico, mas porque certas fibras se podem fixar nos pulmões, originando uma doença designada de silicose.

Que fazer contra o excesso de calcário na água?

A água calcária, também chamada de água dura, devido ao seu conteúdo elevado de cálcio e magnésio, não é nociva para a saúde, pelo contrário. No entanto, os consumidores não gostam deste tipo de água devido aos depósitos de calcário que aparecem nos chuveiros, nas torneiras, nos eletrodomésticos, etc.

Os depósitos de calcário nos pequenos eletrodomésticos são fáceis de eliminar com uma solução de vinagre branco.

Para as máquinas de lavar roupa, existem no mercado pastilhas anticalcário que se adicionam ao detergente. A utilização destes produtos, de acordo com as quantidades recomendadas pelo fabricante (em função da dureza da água), protege as resistências elétricas, contra as incrustações calcárias e permite diminuir as doses dos detergentes, os quais, também já por si, contêm aditivos anticalcários.

O flúor é bom para os dentes. Então porque não se adiciona flúor à água de distribuição?

Os sais de flúor protegem os dentes, tornando o esmalte mais resistente no ambiente ácido da boca. Mas um excesso de flúor tem efeitos negativos e provoca, por exemplo, manchas escuras nos dentes. Em doses muito elevadas, poderá mesmo haver mal formações dos dentes e do esqueleto - é a chamada fluorose.

A dose diária de ingestão de flúor é muito variável de pessoa para pessoa. Depende do dentífrico que se utiliza, dos hábitos alimentares e da medição que pode estar a ser tomada, em determinado momento.

Ao juntar-se flúor à água de distribuição haveria o risco de sobredosagem, tanto mais que este tipo de flúor se apresenta sob uma forma mais assimilável para o nosso organismo que o presente nos alimentos.

Apesar do teor em flúor da água de distribuição ser, geralmente, muito baixo no nosso país, não é habitual, pelos motivos acima citados, as entidades distribuidoras fazerem a sua adição à água que distribuem.

Posso utilizar a água de distribuição no meu aquário?

Sim. A água de distribuição pode ser utilizada, para a maioria das espécies de peixes de água doce. No entanto, devem ser sempre seguidas as instruções e recomendações fornecidas nas lojas de aquariofilia.

Pode-se ser contaminado pelo vírus da SIDA por beber água da rede de distribuição?

Seguramente que não. Somente os vírus e as bactérias capazes de sobreviver no meio aquático são suscetíveis de transmitir doenças, quando se ingere água. Ora está comprovado que o vírus da sida (HIV) não sobrevive na água.

E a bactéria Legionella?

A Legionella é uma bactéria que pode causar uma forma de pneumonia. A palavra deriva do termo Legionaire (veterano ou antigo combatente), dado que a doença foi pela primeira vez detetada massivamente, nos participantes de uma reunião de antigos combatentes, devido ao sistema de ar condicionado.

Estas bactérias encontram-se, aliás, na própria natureza e, em pequena quantidade, na maioria das águas superficiais. Numa água morna estagnada pode, no entanto, verificar-se uma multiplicação apreciável. A temperaturas superiores a 60ºC não resistem e morrem.

Trata-se de uma bactéria que só é perigosa, quando inalada, como por exemplo sob a forma de pequenas gotas de água. Pelo contrário, beber água contendo bactérias Legionella não apresenta qualquer espécie de perigo.

O perigo da inalação desta bactéria provém sobretudo dos duches e dos circuitos de aquecimento ou de ar condicionado de grandes edifícios, como é o caso de hotéis, escolas e hospitais. Os riscos são acrescidos nos hospitais e casas de repouso, porquanto é justamente nesses locais que se encontram as pessoas menos resistentes à doença.

Na prática, o problema não se coloca nas habitações familiares.

Podem, no entanto, ser tomadas algumas medias de precaução instalando circuitos de água quente, o mais curtos possível, velando para que a água se conserve permanentemente a uma temperatura rondando os 60ºC e isolando as condutas de água quente, das de água fria.

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Empresa certificada - Âmbito: Captação, Tratamento e Distribuição de Água para consumo humano